Não é feito de cinzas do que restou da convivência
É um ponta bem afiada que existe de clemência
Estou me sufocando com um saco plástico enfiado na cabeça
Que é impossível de se furar com as unhas dilaceradas de ódio pela humanidade
Mas é reciprocidade.
Os humanos tendem a complô-se contra mim.
E eu contra eles.
Até eu não ter mais sangue a ser derramado e a ser transformado em hipocrisia banalizada.
O álcool não me serve mais
Me traz flores murchas
E odores e dores demais.
Mas afinal, não consigo achar as respostas para o problema
Se tudo me parece um paradoxo de cinema,
e no final, não importa, tudo sai do jeito certo.
E com esse dilema infiltrado na cabeça,
eu até que estou indo bem.
Total de visualizações de página
domingo, 23 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Desgaste.
Já encaixotei minha insegurança surrada para próxima viagem
E fervi com veneno próprio de não ter o que pensar
Tomar com adoçante para a próxima vadiagem
E com a cabeça vazia se origina uma fábrica de nós
Que eu, ingenuamente, o deixei fazer morada.
Uma morada que treme e acorda com suicídio, plenamente acabada.
Mas quem sabe é quem idealiza tamanho desconforto que é compor,
Um milhão de estupros em uma só noite.
Na cabeça amarram-me e amordaçam, com um sorriso saltante do seu rosto corado.
Mas entendas: a mágoa já vomitei e continuas entrelaçado.
Então, o que mais farei?
Que voz já me resta?
Que lágrima já chora?
Mas também quero que entendas: não quero sufocar-me com as palavras não ditas.
Ou já ditas, porém não entendidas.
Não medidas.
Não quero morrer do desamparo desgastado.
Mas não entendem.
Nunca entendem a pobreza de ventura da falta de amor próprio.
A tentativa é irrelevante, a de amar sóbrio.
E fervi com veneno próprio de não ter o que pensar
Tomar com adoçante para a próxima vadiagem
E com a cabeça vazia se origina uma fábrica de nós
Que eu, ingenuamente, o deixei fazer morada.
Uma morada que treme e acorda com suicídio, plenamente acabada.
Mas quem sabe é quem idealiza tamanho desconforto que é compor,
Um milhão de estupros em uma só noite.
Na cabeça amarram-me e amordaçam, com um sorriso saltante do seu rosto corado.
Mas entendas: a mágoa já vomitei e continuas entrelaçado.
Então, o que mais farei?
Que voz já me resta?
Que lágrima já chora?
Mas também quero que entendas: não quero sufocar-me com as palavras não ditas.
Ou já ditas, porém não entendidas.
Não medidas.
Não quero morrer do desamparo desgastado.
Mas não entendem.
Nunca entendem a pobreza de ventura da falta de amor próprio.
A tentativa é irrelevante, a de amar sóbrio.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Neurose.
Mãos trêmulas enfeitando as vontades metódicas
Tudo para escancarar o ciúme nítido teu
Teu, do mundo, do que um dia exita em ser meu
Mas graças a neurose surrada no meu rosto tal coisa se corroeu.
Não nasci para a vida que amigos levam,
Que todos os seres um dia levam.
Tudo está traçado como se eu fosse algum tipo de desdenho na terra.
E assim, espanca-se e mata-se dentro do meu coração como uma guerra,
e eu vivo todos os dias a lutar
Por esse mal que todo mundo já viu, em outrora já sentiu.
Tudo isso é crise de primeira idade.
Mas se eu tivesse um pedido a fazer seria:
por favor, me leve de volta á placenta,
Que daqui da vida não sai mais dessa de: "experimenta".
Me leva de volta,
e com um aborto quebraria o espírito da moralidade.
Desse grande desalinho que é a sociedade.
Tudo para escancarar o ciúme nítido teu
Teu, do mundo, do que um dia exita em ser meu
Mas graças a neurose surrada no meu rosto tal coisa se corroeu.
Não nasci para a vida que amigos levam,
Que todos os seres um dia levam.
Tudo está traçado como se eu fosse algum tipo de desdenho na terra.
E assim, espanca-se e mata-se dentro do meu coração como uma guerra,
e eu vivo todos os dias a lutar
Por esse mal que todo mundo já viu, em outrora já sentiu.
Tudo isso é crise de primeira idade.
Mas se eu tivesse um pedido a fazer seria:
por favor, me leve de volta á placenta,
Que daqui da vida não sai mais dessa de: "experimenta".
Me leva de volta,
e com um aborto quebraria o espírito da moralidade.
Desse grande desalinho que é a sociedade.
Os outros.
Não se pode limpar manchas de sangue de um corte que outrora outro lhe causou
Com trocas de salivas e toques de alma só para engolir a seco a vergonha que o outro lhe usou
O outro é nosso imaginário pensador
Benéfico e criador de toda arma de tortura que se usa
Para encher meu copo de suscetibilidade amargurada.
O outro é quem nos machucou
Quem gozou, quem nos aprazerou com um antigamente.
Quem até hoje nos tem feliz na mente lúcida e abstinente
Quem nos amassa feito coisa usada e nos joga na caçamba de lixo.
Minha cabeça já não escora tanto bicho
Bicho dissimulado com roupas feitas de açúcar adocicando o paladar do outro.
O outro são eles.
O outro somos nós
Induzidos com a desatenção de quem falamos
Nós somos o outro de quem tanto julgamos.
Com palavras e interpretações de baixo calão perdemos ponto na moral,
Mas quem se liga, quem liga hoje em dia
Porque é tudo movido através do liberal.
Com trocas de salivas e toques de alma só para engolir a seco a vergonha que o outro lhe usou
O outro é nosso imaginário pensador
Benéfico e criador de toda arma de tortura que se usa
Para encher meu copo de suscetibilidade amargurada.
O outro é quem nos machucou
Quem gozou, quem nos aprazerou com um antigamente.
Quem até hoje nos tem feliz na mente lúcida e abstinente
Quem nos amassa feito coisa usada e nos joga na caçamba de lixo.
Minha cabeça já não escora tanto bicho
Bicho dissimulado com roupas feitas de açúcar adocicando o paladar do outro.
O outro são eles.
O outro somos nós
Induzidos com a desatenção de quem falamos
Nós somos o outro de quem tanto julgamos.
Com palavras e interpretações de baixo calão perdemos ponto na moral,
Mas quem se liga, quem liga hoje em dia
Porque é tudo movido através do liberal.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Estilhaços.
Entre os laços que apertavam suas feridas mais profundas
Ela ria.
Ria, gargalhava, sorria
Subitamente fazendo da cicatriz uma alegria
Mas que menina dura!
E suas mordidas estilhaçadas nas marcas da sua carne
Quem é que cura?
Quem é que vê?
Tenta no obscuro resolver a dor do sangue tão amargo e tão inseguro
Mas menina, com solidão não se resolve nada.
Aprende que todo mundo aprende a amar novamente
Aprenda e se prenda á isso.
Mesmo com suas fases de lua,
a vida continua sendo sua.
Ela ria.
Ria, gargalhava, sorria
Subitamente fazendo da cicatriz uma alegria
Mas que menina dura!
E suas mordidas estilhaçadas nas marcas da sua carne
Quem é que cura?
Quem é que vê?
Tenta no obscuro resolver a dor do sangue tão amargo e tão inseguro
Mas menina, com solidão não se resolve nada.
Aprende que todo mundo aprende a amar novamente
Aprenda e se prenda á isso.
Mesmo com suas fases de lua,
a vida continua sendo sua.
quarta-feira, 5 de março de 2014
A Arte e o Sofrimento.
Não quero que o sofrimento suma,
Ou dê no pé e se abrigue em alguma pluma
Quero ele como meu professor dramático de imaginação,
Que me enlouquece e depois se esquece
Da loucura que consumou
Mas já com a obra feita, a obra dita, a obra rabiscada
A criatividade se esvaiu e foi toda machucada.
Mas já dei pinceladas e rabiscadas no meu corte.
Fui forte e a arte virou cicatriz.
E tende a virar sempre.
Quero calma na consciência,
como cenas de sofrimento em um cinema mudo,
E que se contorne no profundo habitat do meu ofício
Se concretiza o impossível de ser feliz.
Se morri ou se vivi por mais daquela hora, não importa.
Corta esse contentamento com a euforia
Que o mal-estar chegou junto da minoria.
Ou dê no pé e se abrigue em alguma pluma
Quero ele como meu professor dramático de imaginação,
Que me enlouquece e depois se esquece
Da loucura que consumou
Mas já com a obra feita, a obra dita, a obra rabiscada
A criatividade se esvaiu e foi toda machucada.
Mas já dei pinceladas e rabiscadas no meu corte.
Fui forte e a arte virou cicatriz.
E tende a virar sempre.
Quero calma na consciência,
como cenas de sofrimento em um cinema mudo,
E que se contorne no profundo habitat do meu ofício
Se concretiza o impossível de ser feliz.
Se morri ou se vivi por mais daquela hora, não importa.
Corta esse contentamento com a euforia
Que o mal-estar chegou junto da minoria.
Interrogação.
E assim minha vida começou
Com neuras petulantes e inacabáveis para os momentos de hoje
Com crises de choro onde cria-se um rio de interrogação
Com isso o projeto do alheio se transforma em indagação
Mas entendas, não quero que isso vires obrigação.
Tua obrigação.
Nem a minha, nem a tua.
Me deixa morrer por dentro.
Que depois se deixa levar pelo vento.
Que o sofrimento,
é a fonte da minha juventude.
É a plenitude do enforcamento da minha alma consolada por alguém que preocupa-se.
Em um dia de sol observando as ondas do mar,
indo e vindo.
Como o meu humor desprezível.
Chorando e rindo.
Com neuras petulantes e inacabáveis para os momentos de hoje
Com crises de choro onde cria-se um rio de interrogação
Com isso o projeto do alheio se transforma em indagação
Mas entendas, não quero que isso vires obrigação.
Tua obrigação.
Nem a minha, nem a tua.
Me deixa morrer por dentro.
Que depois se deixa levar pelo vento.
Que o sofrimento,
é a fonte da minha juventude.
É a plenitude do enforcamento da minha alma consolada por alguém que preocupa-se.
Em um dia de sol observando as ondas do mar,
indo e vindo.
Como o meu humor desprezível.
Chorando e rindo.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Inércia.
Depois de beber mágoa quase o mês inteiro
Arrancada do nó da garganta do desespero
E das cinzas espalhadas no cinzeiro
Tive a crueldade da impressão que me conforma
Conformei-me com minhas fases de ser carente
E ficar em posições em parecer delinquente
Mas afinal, quem é que me entende?
Quem me entende e até que ponto isso se estende?
Não sabe e nunca quis saber.
Mas o conformismo é minha posse
Não posso te ter, não posso me ter
Fazer-me de rainha do meu mundo desguarnecido eu creio em conceber
Rainha de tudo que não sou.
Desprezando tudo que sou.
E andando em águas geladas de contato sem tato
Fazendo do meu destino a inércia sem afeto do embriagado.
Arrancada do nó da garganta do desespero
E das cinzas espalhadas no cinzeiro
Tive a crueldade da impressão que me conforma
Conformei-me com minhas fases de ser carente
E ficar em posições em parecer delinquente
Mas afinal, quem é que me entende?
Quem me entende e até que ponto isso se estende?
Não sabe e nunca quis saber.
Mas o conformismo é minha posse
Não posso te ter, não posso me ter
Fazer-me de rainha do meu mundo desguarnecido eu creio em conceber
Rainha de tudo que não sou.
Desprezando tudo que sou.
E andando em águas geladas de contato sem tato
Fazendo do meu destino a inércia sem afeto do embriagado.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Quem é quem?
Quem é tua mãe,
na calada da noite escura e sombria?
É aquela que chora com lágrima fria
Ou aquela que geme no ouvido da luxúria?
Quem é teu irmão,
Que bebe um café quente
Só para investigar-se com sua mente
Que não tens medo do fogo ardente
Não se amedronta com risco do pouco
Mas por dentro é uma tentativa de se auto-afirmar.
Que não queres ser regular,
E ter medo do medo.
Quem é aquela tua tia,
Que cuidas de tua cria com todo o amor que tens no peito,
Mas sofres do mal do século?
Duas caras, todos temos.
Temos mesmo? Eu temo.
Temo com a crise de identidade.
Que mastiga e assola a humanidade.
Mas então,
Quem é você?
Quem sou eu?
Sei de nada, nada seu.
Tudo que sei,
É da amargura que o amor lhe deu.
Me deu.
na calada da noite escura e sombria?
É aquela que chora com lágrima fria
Ou aquela que geme no ouvido da luxúria?
Quem é teu irmão,
Que bebe um café quente
Só para investigar-se com sua mente
Que não tens medo do fogo ardente
Não se amedronta com risco do pouco
Mas por dentro é uma tentativa de se auto-afirmar.
Que não queres ser regular,
E ter medo do medo.
Quem é aquela tua tia,
Que cuidas de tua cria com todo o amor que tens no peito,
Mas sofres do mal do século?
Duas caras, todos temos.
Temos mesmo? Eu temo.
Temo com a crise de identidade.
Que mastiga e assola a humanidade.
Mas então,
Quem é você?
Quem sou eu?
Sei de nada, nada seu.
Tudo que sei,
É da amargura que o amor lhe deu.
Me deu.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Ridículo.
Eu parei para pensar nas coisas da vida e no que me faz mal
No que me alucina e no que me fascina
E cheguei ao ponto de interrogação:
Quem é mais sensível que eu?
Quem faz de uma palavra dita um furacão
Para depois se abrir e procurar abrigo em labuta no chão
Me diz,
Conheces alguém mais forte que eu?
Que lida com a sensibilidade de forma concreta
Tentando não errar no abstrato
Da civilização insensível e mesquinha esperta
Se é que posso chamar de esperta.
Do jeito que o mundo anda sempre torto
O que acaba restando daquele belo e velho barroco?
Nada.
Só mágoa.
E um espírito cravado no extremismo do romantismo e da compaixão.
O que, cá entre nós
Não vale pra nada nos dias de hoje.
Tu sabes, eu sei, o mundo sabes.
Isso é enraizado como sinônimo do ridículo.
E então, já é hora?
Onde pego meu currículo?
De um ser ridículo.
No que me alucina e no que me fascina
E cheguei ao ponto de interrogação:
Quem é mais sensível que eu?
Quem faz de uma palavra dita um furacão
Para depois se abrir e procurar abrigo em labuta no chão
Me diz,
Conheces alguém mais forte que eu?
Que lida com a sensibilidade de forma concreta
Tentando não errar no abstrato
Da civilização insensível e mesquinha esperta
Se é que posso chamar de esperta.
Do jeito que o mundo anda sempre torto
O que acaba restando daquele belo e velho barroco?
Nada.
Só mágoa.
E um espírito cravado no extremismo do romantismo e da compaixão.
O que, cá entre nós
Não vale pra nada nos dias de hoje.
Tu sabes, eu sei, o mundo sabes.
Isso é enraizado como sinônimo do ridículo.
E então, já é hora?
Onde pego meu currículo?
De um ser ridículo.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Gatilho.
Não é que eu não me sinta viva.
Viva estou até demais, sentindo até o último pelo da minha pele se arrepiar
E sofrendo mais do que deveria por amar.
Não é que eu não queira viver.
Pelo contrário!
Viver é o auge, a causa, o que se passa despercebido se percebendo.
Mas você não entenderia, é tudo muito complicado
O enredo da minha subjetividade é bloqueado.
A sensibilidade atordoa e esmurra meu rosto sucumbido de amargura
E não sobra nem um pingo de decência da coragem de enfrentar
A dor e o desprezo que eu tenho pelo meu eu-lírico que costumam admirar.
Se vocês soubessem o outro lado da história, acreditem em mim,
Não desejariam, por uma gota d'água ter o inevitável talento de ser tão sério.
E de fazer coisas que envolvam seriedade.
Porque me desculpem, com essa habilidade,
Puxariam o gatilho.
Viva estou até demais, sentindo até o último pelo da minha pele se arrepiar
E sofrendo mais do que deveria por amar.
Não é que eu não queira viver.
Pelo contrário!
Viver é o auge, a causa, o que se passa despercebido se percebendo.
Mas você não entenderia, é tudo muito complicado
O enredo da minha subjetividade é bloqueado.
A sensibilidade atordoa e esmurra meu rosto sucumbido de amargura
E não sobra nem um pingo de decência da coragem de enfrentar
A dor e o desprezo que eu tenho pelo meu eu-lírico que costumam admirar.
Se vocês soubessem o outro lado da história, acreditem em mim,
Não desejariam, por uma gota d'água ter o inevitável talento de ser tão sério.
E de fazer coisas que envolvam seriedade.
Porque me desculpem, com essa habilidade,
Puxariam o gatilho.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Apodrece.
Vamos mergulhar no raso do que já foi fundo e profundo
Ignorar o que se tornou ignorante e imundo
E comprar tudo que é gratuito
Até não existir mais dinheiro para gastar
No que antes era promoção de injustiça e difamação
Mas tu sabes que a regra agora é essa:
Jogar e ganhar,
Quem perde não se liberta desse desastre patriarcal,
apodrece.
Apodrece, adoece, enlouquece.
Tudo em excesso e com um toque de drama, só para sentires
O que é estar na pele daquele que não consegue.
Ignorar o que se tornou ignorante e imundo
E comprar tudo que é gratuito
Até não existir mais dinheiro para gastar
No que antes era promoção de injustiça e difamação
Mas tu sabes que a regra agora é essa:
Jogar e ganhar,
Quem perde não se liberta desse desastre patriarcal,
apodrece.
Apodrece, adoece, enlouquece.
Tudo em excesso e com um toque de drama, só para sentires
O que é estar na pele daquele que não consegue.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Meia doze.
Faço parte da geração que se preocupa com o desocupado
E se despreocupa com o preocupado
Na visão do mundo que não entende minha embriaguez de pieguice
Sou alguém que gosta de estar triste
E continuar em zonas de conforto
Mas com o prazer ilícito de terras mais pacíficas eu absorto
Das coisas mais surreais que meu olho cega e minha boca fecha
Eu não tenho o que dizer.
Com essa solidão calada e amarrada dentro do peito
Persisto assim em escassez da mais nobre era do conceito:
"Viva mais, pense menos!"
E assim me remoo com desproveito.
Mas há dois lados da moeda em que não sei em que universo eles se afirmam e reafirmam.
Ás vezes a vida é um suicídio em que,
com meia doze de vinho se aguenta viver mais um pouco.
E ás vezes vida é uma piada que
com meia doze de lembranças pode-se viver como louco.
E se despreocupa com o preocupado
Na visão do mundo que não entende minha embriaguez de pieguice
Sou alguém que gosta de estar triste
E continuar em zonas de conforto
Mas com o prazer ilícito de terras mais pacíficas eu absorto
Das coisas mais surreais que meu olho cega e minha boca fecha
Eu não tenho o que dizer.
Com essa solidão calada e amarrada dentro do peito
Persisto assim em escassez da mais nobre era do conceito:
"Viva mais, pense menos!"
E assim me remoo com desproveito.
Mas há dois lados da moeda em que não sei em que universo eles se afirmam e reafirmam.
Ás vezes a vida é um suicídio em que,
com meia doze de vinho se aguenta viver mais um pouco.
E ás vezes vida é uma piada que
com meia doze de lembranças pode-se viver como louco.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Pseudo-arte.
Faço minha arte com simplório e pouca comodidade
Escrevo versos em falhas com um grande luxo de sanidade
Não preciso de muito para espalhar-me e derramar-me
Entre as palavras que não dizem nada
Sobre nada.
Não dou-me de estarrecida com gulosos egos que procriam-se com minha autoria
Pois até disso arranco as roupas da artística rebeldia
De quem fez ou não fez o erótico em fantasia
De quem deixou de construir a torre infantil da alegria
Observas, é rancoroso e melindroso se tratando de percepção.
Igualdade é o que me segura para ter na mão
O que basta para minha arte.
Pseudo-arte.
Falsa, chamas do que quiser.
Pois não possui brilhos engrandecedores que cegam nossa sombra
Liberdade já é demais, não achas?
A sanidade. Já vai tarde.
Para a expressão da minha pseudo-arte.
Escrevo versos em falhas com um grande luxo de sanidade
Não preciso de muito para espalhar-me e derramar-me
Entre as palavras que não dizem nada
Sobre nada.
Não dou-me de estarrecida com gulosos egos que procriam-se com minha autoria
Pois até disso arranco as roupas da artística rebeldia
De quem fez ou não fez o erótico em fantasia
De quem deixou de construir a torre infantil da alegria
Observas, é rancoroso e melindroso se tratando de percepção.
Igualdade é o que me segura para ter na mão
O que basta para minha arte.
Pseudo-arte.
Falsa, chamas do que quiser.
Pois não possui brilhos engrandecedores que cegam nossa sombra
Liberdade já é demais, não achas?
A sanidade. Já vai tarde.
Para a expressão da minha pseudo-arte.
sábado, 18 de janeiro de 2014
O Novo.
Observem estas solitudes cores
Cores cinzas e sem realce
Quem saem do berço e nascidas de dores
Dores que guardamos e aguardamos
Que guardamos para mágoas inoportunas com o bem querer e o mal dizer
E aguardamos para recordações milimetrais detalhistas
Que perambulam pelos sons e ruídos de boca a boca
Mas quem me dera ser como algum amigo que adoece e vive
Adoece mas vive
Adoece mas viveu
Irá adoecer algum dia mas vive
Viveu e se tornou doce
Adoçou-se sua amargura
E tornou-se uma aura grande em largura
Mas quem dera se eu fosses como estes
Quem com brilho nos olhos e entre um gracejar eu admiro
Como podes
A vida tão rígida e enciumada
Ser assim tão bem tratada
Em forma de vivência despavorida e vistosa
Mas e eu aqui, toda dengosa
Querendo carência demais com uma flecha nas costas
E os outros
Vivendo tão bem, e porquê
Talvez porque não pedem explicações baratas
De alguma existência enigmática que convivem
Apenas... vivem.
E não se importam se são felizes.
Mas que dor nos olhos deve ser
Um vida triunfada e bem recebida mas irrefletida.
Mas que meio impulsivo.
O impensado no inesperado.
Cores cinzas e sem realce
Quem saem do berço e nascidas de dores
Dores que guardamos e aguardamos
Que guardamos para mágoas inoportunas com o bem querer e o mal dizer
E aguardamos para recordações milimetrais detalhistas
Que perambulam pelos sons e ruídos de boca a boca
Mas quem me dera ser como algum amigo que adoece e vive
Adoece mas vive
Adoece mas viveu
Irá adoecer algum dia mas vive
Viveu e se tornou doce
Adoçou-se sua amargura
E tornou-se uma aura grande em largura
Mas quem dera se eu fosses como estes
Quem com brilho nos olhos e entre um gracejar eu admiro
Como podes
A vida tão rígida e enciumada
Ser assim tão bem tratada
Em forma de vivência despavorida e vistosa
Mas e eu aqui, toda dengosa
Querendo carência demais com uma flecha nas costas
E os outros
Vivendo tão bem, e porquê
Talvez porque não pedem explicações baratas
De alguma existência enigmática que convivem
Apenas... vivem.
E não se importam se são felizes.
Mas que dor nos olhos deve ser
Um vida triunfada e bem recebida mas irrefletida.
Mas que meio impulsivo.
O impensado no inesperado.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Hipocrisia.
Eu espero a sessão do filme acabar
A crise existencial começar
O café em cima da mesa esfriar
Para perceber o distúrbio deplorável em que sobre(vivemos)
E nós próprios fizemos
Na tranquilidade de um sol se pondo
Como se a condição humana de hoje enxergasse redondo
É tudo quadrado protegido pelo caos eufêmico da população hipócrita
Não lhe parece um pouco anormal
Resmungar que vai para cama com cabelo molhado da chuva
Enquanto alguns não tem um mísero fio amarelado em sua cabeça
És anormal.
És desigual.
És um luxo desnecessário.
Mas do que estou me queixando afinal
Reclamo disso no inverno e estou aqui reclamando da massa...
Mas que bela desgraça
Somos os hipócritas que falamos.
E que, amém para todos,
não percebamos.
A crise existencial começar
O café em cima da mesa esfriar
Para perceber o distúrbio deplorável em que sobre(vivemos)
E nós próprios fizemos
Na tranquilidade de um sol se pondo
Como se a condição humana de hoje enxergasse redondo
É tudo quadrado protegido pelo caos eufêmico da população hipócrita
Não lhe parece um pouco anormal
Resmungar que vai para cama com cabelo molhado da chuva
Enquanto alguns não tem um mísero fio amarelado em sua cabeça
És anormal.
És desigual.
És um luxo desnecessário.
Mas do que estou me queixando afinal
Reclamo disso no inverno e estou aqui reclamando da massa...
Mas que bela desgraça
Somos os hipócritas que falamos.
E que, amém para todos,
não percebamos.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Fotografia.
Em um canto onde cantam os olhares
Com brilhos espantosos e harmônicos
Lá vem um flash só para dar um ar de memória
Para a espontaneidade do que agora é passado
Para gravar o derradeiro calado
Que se encontra agora na fotografia.
E com isso, se fez risos, dores, espanto
Na foto que agora guardas o recanto do prazer de guardar um prazo.
Guarda-se o tempo na fotografia
Dentro dela não existe relógio, não existe horário
É tudo vindo posto ao contrário
Laços se quebram no dia-a-dia
Mas na fotografia, ela ainda existia
E existe até o fim dos tempos, o fim das eras
Porque foto paralisa presente, passado, tudo junto.
Nós fazemos fotos falarem, cantarem, berrarem de saudade
E assim ficará
Pelo resto da eternidade...
Com brilhos espantosos e harmônicos
Lá vem um flash só para dar um ar de memória
Para a espontaneidade do que agora é passado
Para gravar o derradeiro calado
Que se encontra agora na fotografia.
E com isso, se fez risos, dores, espanto
Na foto que agora guardas o recanto do prazer de guardar um prazo.
Guarda-se o tempo na fotografia
Dentro dela não existe relógio, não existe horário
É tudo vindo posto ao contrário
Laços se quebram no dia-a-dia
Mas na fotografia, ela ainda existia
E existe até o fim dos tempos, o fim das eras
Porque foto paralisa presente, passado, tudo junto.
Nós fazemos fotos falarem, cantarem, berrarem de saudade
E assim ficará
Pelo resto da eternidade...
Humor.
Meu humor é um estranho nômade vivendo de luz recíproca
Hoje quero com desespero
Amanhã já não existe todo esse tempero de vontade
Falta de ânimo, ausência de arbítrio
Onde andas minha cara metade?
Ninguém sabe, ninguém viu
O completo ócio de procurar companhia
Me traz um grau espirituoso de tirania
Não me dão atenção 24 horas por dia
Mas quando dão uma gota de esperança
O ego incha tanto que evapora meu bem-prazer de vingança
E aí a parte ruim se devasta
Qualquer desatenção do alheio é uma facada no ponto fraco
O ponto fraco do meu sorriso.
Ele é apenas um molde do improviso do que é superficial
E então ele se esfarrapa, se auto-destrói, se iníqua
Tudo para ser desleal
Aos olhos de quem procuro afeto para dar.
Fraqueza nos ossos
Fraqueza no olhar, no desviar
Na luxúria sobrevoando com pingos estarrecidos de permuta
O que quero e o que não quero.
Não sei de nada mais, isso eu refletia ontem
Enquanto a máscara do meu rosto caía,
e eu, de tão morosa que sou, não percebia.
Hoje quero com desespero
Amanhã já não existe todo esse tempero de vontade
Falta de ânimo, ausência de arbítrio
Onde andas minha cara metade?
Ninguém sabe, ninguém viu
O completo ócio de procurar companhia
Me traz um grau espirituoso de tirania
Não me dão atenção 24 horas por dia
Mas quando dão uma gota de esperança
O ego incha tanto que evapora meu bem-prazer de vingança
E aí a parte ruim se devasta
Qualquer desatenção do alheio é uma facada no ponto fraco
O ponto fraco do meu sorriso.
Ele é apenas um molde do improviso do que é superficial
E então ele se esfarrapa, se auto-destrói, se iníqua
Tudo para ser desleal
Aos olhos de quem procuro afeto para dar.
Fraqueza nos ossos
Fraqueza no olhar, no desviar
Na luxúria sobrevoando com pingos estarrecidos de permuta
O que quero e o que não quero.
Não sei de nada mais, isso eu refletia ontem
Enquanto a máscara do meu rosto caía,
e eu, de tão morosa que sou, não percebia.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Mudança.
Os espertos confirmam que mudança faz parte do ser
E faz a arte do crer
Averiguam á mudança de mesa
Mudança de bar
A mudança do lar
E a mudança de expressão em negação
Com a ideia de se adequar.
Mas não confunda uma alma ingênua e caridosa
Com a pressão maldosa e petulante de mente pequena
Porque afinal, a mudança é minha.
Cuido eu da minha.
A mudança é tua. Cuida você da tua.
Mas poderá ela ser crua e sem uma pitada de sal.
No final.
Mudança de mente assusta a gente
Mudança de sentimento cede a um coração barulhento
Mudança de postura? Com a idade cura.
Percepção.
Leve jeito de deixar os pés no chão.
E faz a arte do crer
Averiguam á mudança de mesa
Mudança de bar
A mudança do lar
E a mudança de expressão em negação
Com a ideia de se adequar.
Mas não confunda uma alma ingênua e caridosa
Com a pressão maldosa e petulante de mente pequena
Porque afinal, a mudança é minha.
Cuido eu da minha.
A mudança é tua. Cuida você da tua.
Mas poderá ela ser crua e sem uma pitada de sal.
No final.
Mudança de mente assusta a gente
Mudança de sentimento cede a um coração barulhento
Mudança de postura? Com a idade cura.
Percepção.
Leve jeito de deixar os pés no chão.
Assinar:
Postagens (Atom)