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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Gatilho.

Não é que eu não me sinta viva.
Viva estou até demais, sentindo até o último pelo da minha pele se arrepiar
E sofrendo mais do que deveria por amar.
Não é que eu não queira viver.
Pelo contrário!
Viver é o auge, a causa, o que se passa despercebido se percebendo.
Mas você não entenderia, é tudo muito complicado
O enredo da minha subjetividade é bloqueado.
A sensibilidade atordoa e esmurra meu rosto sucumbido de amargura
E não sobra nem um pingo de decência da coragem de enfrentar
A dor e o desprezo que eu tenho pelo meu eu-lírico que costumam admirar.
Se vocês soubessem o outro lado da história, acreditem em mim,
Não desejariam, por uma gota d'água ter o inevitável talento de ser tão sério.
E de fazer coisas que envolvam seriedade.
Porque me desculpem, com essa habilidade,
Puxariam o gatilho.

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