Eu parei para pensar nas coisas da vida e no que me faz mal
No que me alucina e no que me fascina
E cheguei ao ponto de interrogação:
Quem é mais sensível que eu?
Quem faz de uma palavra dita um furacão
Para depois se abrir e procurar abrigo em labuta no chão
Me diz,
Conheces alguém mais forte que eu?
Que lida com a sensibilidade de forma concreta
Tentando não errar no abstrato
Da civilização insensível e mesquinha esperta
Se é que posso chamar de esperta.
Do jeito que o mundo anda sempre torto
O que acaba restando daquele belo e velho barroco?
Nada.
Só mágoa.
E um espírito cravado no extremismo do romantismo e da compaixão.
O que, cá entre nós
Não vale pra nada nos dias de hoje.
Tu sabes, eu sei, o mundo sabes.
Isso é enraizado como sinônimo do ridículo.
E então, já é hora?
Onde pego meu currículo?
De um ser ridículo.
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