Me reprimo de manhã com a alergia e lágrimas no rosto
Já esperando passar o mês de agosto
Onde ainda os responsáveis vulgarizam minhas saídas
Objetivamente de serem divertidas
Suas ideias sexistas não batem ou apanham da minha tão bem aberta
Mente sensata e um tanto ignorante
Discuto mas minha voz é um fardo
Um latido apavorante para teus ouvidos
Dá desprezo e ignoras por não filtrar
Minha vontade é de gritar, berrar e esmurrar
Mas se como criança me tratam
Que mal faz ter
Que mal fez ter esse gesto inacabado
Esse agir que é só de passagem
E em horas que estou sem tempo para um café
Tu inventas que se pergunta se eu não temo de viver assim
Tão calada
E estar afim de ser tão calada
Encaixotada e esmurrada por um fantasma que só existe para mim
Que ninguém mais o vê
Mas se não enxergas a raiva que é explicita em meus olhos
A raiva de como é tentar ser e fazer e não apenas crer
Sua teoria não entende o que é abstinência de sentimentos
E não entendendo se torna seu tormento
Mas em tempos como esses, palavras chulas eu quero soltar
Mas tu diz
A população diz:
"Se tornou vulgar e apodrecida na miséria da minoria porque quis!"
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Cansaço.
Eu digo e repito que cansei
Que estou cansada do seu cansaço
Rebocado e escancarado que tu jogas em mim
Não vale a pena causar sofrimento assim
Esse amor tem prazo de validade
Ou é apenas uma mera e acinzentada ilusão da idade?
Não é o que era antes e tu sabes
Tu sabes que amor se esgota
Desce pelo esgoto e se esgota
Esgota-se
Esgotou-se
Pois não existe mais tempo para crises de existência
A pobreza do desgaste arredonda-se e pousa no eufemismo da angústia do não saber
O que torna tudo mais leve o não querer
Mas se não quero mais também não preciso
E precisar é fraquejar
E fraquejar não dá mais pra mim
Pois sou alguém já tão insegura do prazer de viver
Alguém abaixo da mediocridade do saber
Que ele não dá espaço para fragilidade vindas do exterior
Mas por qual motivo seria, se já me sinto um ser tão inferior?
Que estou cansada do seu cansaço
Rebocado e escancarado que tu jogas em mim
Não vale a pena causar sofrimento assim
Esse amor tem prazo de validade
Ou é apenas uma mera e acinzentada ilusão da idade?
Não é o que era antes e tu sabes
Tu sabes que amor se esgota
Desce pelo esgoto e se esgota
Esgota-se
Esgotou-se
Pois não existe mais tempo para crises de existência
A pobreza do desgaste arredonda-se e pousa no eufemismo da angústia do não saber
O que torna tudo mais leve o não querer
Mas se não quero mais também não preciso
E precisar é fraquejar
E fraquejar não dá mais pra mim
Pois sou alguém já tão insegura do prazer de viver
Alguém abaixo da mediocridade do saber
Que ele não dá espaço para fragilidade vindas do exterior
Mas por qual motivo seria, se já me sinto um ser tão inferior?
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Universos.
Sou feita de mentiras bem-contadas
Graças a obra da verdade mal-dita
A maldição calculista e sentida
Mas a sensação autêntica é bem guardada
Porém, bem engajada
Não há causas para que se possa mudar
O conformismo e o ócio do pensar
Feitos do fogo do inferno e dos véus do céu
Mas descobrindo isso tiro o chapéu
Pois o diabo não existe, habita em nós
E deus é pensamento de vós
Um universo vive e sobrevive
Um universo chora e adora
Ele tem cara e se cora
Tem corpo e mente
E cada um é diferente
Cada um consegue abrigos
E abrem-se e exploram-se sorrisos
Simultâneos e espontâneos
E se conhecem e se divertem
Os universos são sociais
Uns nem tantos
Alguns pautam-se até demais
Mas meu amigo
A curiosidade matou alguém também
E foi algum universo.
Se não sabes de onde vens
São as almas com quem trocas palavras
Com quem abraças e beijas
E faz carícias
Cada um de nós é um universo, jovem.
Cada um de nós é o universo.
E os conhecemos todos os meros dias.
Graças a obra da verdade mal-dita
A maldição calculista e sentida
Mas a sensação autêntica é bem guardada
Porém, bem engajada
Não há causas para que se possa mudar
O conformismo e o ócio do pensar
Feitos do fogo do inferno e dos véus do céu
Mas descobrindo isso tiro o chapéu
Pois o diabo não existe, habita em nós
E deus é pensamento de vós
Um universo vive e sobrevive
Um universo chora e adora
Ele tem cara e se cora
Tem corpo e mente
E cada um é diferente
Cada um consegue abrigos
E abrem-se e exploram-se sorrisos
Simultâneos e espontâneos
E se conhecem e se divertem
Os universos são sociais
Uns nem tantos
Alguns pautam-se até demais
Mas meu amigo
A curiosidade matou alguém também
E foi algum universo.
Se não sabes de onde vens
São as almas com quem trocas palavras
Com quem abraças e beijas
E faz carícias
Cada um de nós é um universo, jovem.
Cada um de nós é o universo.
E os conhecemos todos os meros dias.
domingo, 4 de agosto de 2013
Flora.
Eu que a tinhas visto pela primeira vez
Adocicando de puro mel
O sabor da tempestade
De qualquer céu
A vi tão feliz e recolhida
E eras assim mesmo que soava!
Feliz
Ah, como eu quis
Roubar teu sorriso com aparência vesga de um santo emoldurado na parede
Soltar-te sobre minha raiva crucial mordida pela sede
Sede do cansaço e desavença
Mas já tentei de tudo
E de nada custou esse suor rabiscado e barato
Afinado vendo-me no espelho tendo um próprio trato
Com um reflexo terapêutico abstrato
Já tentei de tudo!
Grupos para esconder a dor profana não me atrai
Mesmice em sala de ponteiros me distrai
E aquela terapia floral?
Com ela brota algo sobrenatural e divino
Da minha alma nasce um beijo platônico
Beijo neutro que brota como flor
Flor que se aflora no coração da emoção
A flor agora faz casa em mim
Dai-me energias novamente para seguir em frente
Essa que é uma bela flor
Se aflora e vive em mim, e não vivo mais sem ti
Se a flora vive em mim, não vivo mais sem ti
Flora, catas minhas garrafas de vinho tinto
Deixadas no chão enquanto refino minha estupidez
Sem parecer-me farta de embriaguez
E ajuda-me com meus espinhos.
Flora, se aflora como flor no meu jardim
E dai-me carinhos
E ficamos em paz;
Sozinhos.
E o público verás
Do que somos capaz
Alimentando sonhos de ilusão
Mas deus, se tu existe
Dai-me perdão
Por querer amar alguém como amas platão
Inventando sofrimento na paixão
Mas se a flora aflorou em minha alma, o que posso fazer?
Tu faz chamas em meu quintal
Mas com aquela essência floral
Tu faz calma na alma
E fico bem.
Adocicando de puro mel
O sabor da tempestade
De qualquer céu
A vi tão feliz e recolhida
E eras assim mesmo que soava!
Feliz
Ah, como eu quis
Roubar teu sorriso com aparência vesga de um santo emoldurado na parede
Soltar-te sobre minha raiva crucial mordida pela sede
Sede do cansaço e desavença
Mas já tentei de tudo
E de nada custou esse suor rabiscado e barato
Afinado vendo-me no espelho tendo um próprio trato
Com um reflexo terapêutico abstrato
Já tentei de tudo!
Grupos para esconder a dor profana não me atrai
Mesmice em sala de ponteiros me distrai
E aquela terapia floral?
Com ela brota algo sobrenatural e divino
Da minha alma nasce um beijo platônico
Beijo neutro que brota como flor
Flor que se aflora no coração da emoção
A flor agora faz casa em mim
Dai-me energias novamente para seguir em frente
Essa que é uma bela flor
Se aflora e vive em mim, e não vivo mais sem ti
Se a flora vive em mim, não vivo mais sem ti
Flora, catas minhas garrafas de vinho tinto
Deixadas no chão enquanto refino minha estupidez
Sem parecer-me farta de embriaguez
E ajuda-me com meus espinhos.
Flora, se aflora como flor no meu jardim
E dai-me carinhos
E ficamos em paz;
Sozinhos.
E o público verás
Do que somos capaz
Alimentando sonhos de ilusão
Mas deus, se tu existe
Dai-me perdão
Por querer amar alguém como amas platão
Inventando sofrimento na paixão
Mas se a flora aflorou em minha alma, o que posso fazer?
Tu faz chamas em meu quintal
Mas com aquela essência floral
Tu faz calma na alma
E fico bem.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Eu e Mim.
No meio da multidão absorta
Sento em um banco com um ânimo degradado
Nesse banco eu banco a depressiva
Apenas para jogar um charme de intelectual
Para as pessoas que observam os quatro lados
Até para aqueles que inserem defeito visual
Na minha roupa desbotada e amarrotada
No meu rosto acabado
No meu cabelo bagunçado, desarrumado.
Deixa pra lá esse convívio subestimado.
Mas também faço-me de burra
Apenas para tornar-me um fascínio de ser engraçada
E sendo engraçada
Tropeço no erro das palavras já ditas
Abrindo um sorriso puro nos lábios de quem ouviu minhas malditas mancadas verbais
Mas fiz alguém feliz!
Portanto viro-me atriz
Uma palhaça pseudo-romântica
Que só sabe escrever sobres suas dores de cotovelo em horas vagas
E por ousadia, também lotadas.
Levo esse transtorno
Meio torto;
Para cima e para baixo, de natureza
É timidez e extroversão na cabeça
Se atraindo feito imã
Ouvi dizer que opostos se atraem
Se atraem é na multidão!
Porque no silêncio da minha neurose, me esquecem e se distraem.
Essa confusão de ser e querer transparecer não tem valor para nada
Sendo levada pela direção turva
E no meio da curva
Encontro possibilidades de prazeres.
Enfastio-me com o bom e o velho rock'n'roll
Desfruto da brisa de um show
Com boas drogas e sexo seguro
Mas chegando em casa pulo o muro
Assisto filmes franceses e requento meu cappuccino
Deitada na cama aos pedaços
Vivendo discutindo sobre feminismo e homofobia
A mãe chama tua cria
"Hora do jantar!"
Se endoidece e faz a mesa
Reclama do cheiro de cigarro enfestado em minha camiseta preta
Ela pensa que não tenho mais volta.
E se revolta
Tirando da sua caixola mal criada
Doenças que ela não tivesse reparado em mim, assim, desde o berço
Mas um terço
De mim, foi tu que criou.
Que me embelezou, com esse drama de desastre vaidoso
Que amor nervoso!
Insegura de ser quem é!
Mãe, deixa vim o que vier.
Sento em um banco com um ânimo degradado
Nesse banco eu banco a depressiva
Apenas para jogar um charme de intelectual
Para as pessoas que observam os quatro lados
Até para aqueles que inserem defeito visual
Na minha roupa desbotada e amarrotada
No meu rosto acabado
No meu cabelo bagunçado, desarrumado.
Deixa pra lá esse convívio subestimado.
Mas também faço-me de burra
Apenas para tornar-me um fascínio de ser engraçada
E sendo engraçada
Tropeço no erro das palavras já ditas
Abrindo um sorriso puro nos lábios de quem ouviu minhas malditas mancadas verbais
Mas fiz alguém feliz!
Portanto viro-me atriz
Uma palhaça pseudo-romântica
Que só sabe escrever sobres suas dores de cotovelo em horas vagas
E por ousadia, também lotadas.
Levo esse transtorno
Meio torto;
Para cima e para baixo, de natureza
É timidez e extroversão na cabeça
Se atraindo feito imã
Ouvi dizer que opostos se atraem
Se atraem é na multidão!
Porque no silêncio da minha neurose, me esquecem e se distraem.
Essa confusão de ser e querer transparecer não tem valor para nada
Sendo levada pela direção turva
E no meio da curva
Encontro possibilidades de prazeres.
Enfastio-me com o bom e o velho rock'n'roll
Desfruto da brisa de um show
Com boas drogas e sexo seguro
Mas chegando em casa pulo o muro
Assisto filmes franceses e requento meu cappuccino
Deitada na cama aos pedaços
Vivendo discutindo sobre feminismo e homofobia
A mãe chama tua cria
"Hora do jantar!"
Se endoidece e faz a mesa
Reclama do cheiro de cigarro enfestado em minha camiseta preta
Ela pensa que não tenho mais volta.
E se revolta
Tirando da sua caixola mal criada
Doenças que ela não tivesse reparado em mim, assim, desde o berço
Mas um terço
De mim, foi tu que criou.
Que me embelezou, com esse drama de desastre vaidoso
Que amor nervoso!
Insegura de ser quem é!
Mãe, deixa vim o que vier.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Amizade.
É bem clichê de se dizer
Toda calma e desespero que tenho
Perante a angústia de saber
Onde meus amigos enquadram-me.
Se eles soubessem da força que tens de fazer-me tornar um ser pródigo
Alguns até devolveriam-me em troca o sagrado afeto
Que os entrego desde o feto
Desde que o destinou resolveu me traçar
E me amordaçar.
Por isso vos digo meus amigos
Não me interessa se ficastes comigo
Não me interessa a liberdade que tens de jogar-me fora e renascer no coração de um novo alguém
Afinal, pessoas vão e vem
Vem e voltam
É tudo em ordem
Conforme a mente prende a gente
Naquela gente que nos vê diferente
Naquela gente que nos entende
E caminhas junto com tal liberdade
Ora, não digo que sinto saudade!
Se encontro vós
Ora em hora, ora em dia, ora em ano..
E pela miragem se parecem distante
Não ligo o bastante para estarem perto
Alguns nem procuro
Meu impulso vital se conforma com a existência do que existe, e do que já existiu
Entre nós.
Não estão em mim, não enxergam com olhos sedentos e embriagados que os meus se encontram
Seria mera estupidez se não existisse os telefonemas, cartas, fotografias
Para expressar-se um sentimento nobre que é a amizade
Que tem infinitas formas e jeitos de se definir
Defina como quiser
Mas nada é melhor que um momento esplendido
Sem correrias
Com boas companhias
Sentada na varanda da casa onde tu moravas que cheira a nostalgia
Tens um gosto sublime de progresso
A amizade é doce.
Porém tantas vezes é breve
Mas com ela, sinto-me leve.
Toda calma e desespero que tenho
Perante a angústia de saber
Onde meus amigos enquadram-me.
Se eles soubessem da força que tens de fazer-me tornar um ser pródigo
Alguns até devolveriam-me em troca o sagrado afeto
Que os entrego desde o feto
Desde que o destinou resolveu me traçar
E me amordaçar.
Por isso vos digo meus amigos
Não me interessa se ficastes comigo
Não me interessa a liberdade que tens de jogar-me fora e renascer no coração de um novo alguém
Afinal, pessoas vão e vem
Vem e voltam
É tudo em ordem
Conforme a mente prende a gente
Naquela gente que nos vê diferente
Naquela gente que nos entende
E caminhas junto com tal liberdade
Ora, não digo que sinto saudade!
Se encontro vós
Ora em hora, ora em dia, ora em ano..
E pela miragem se parecem distante
Não ligo o bastante para estarem perto
Alguns nem procuro
Meu impulso vital se conforma com a existência do que existe, e do que já existiu
Entre nós.
Não estão em mim, não enxergam com olhos sedentos e embriagados que os meus se encontram
Seria mera estupidez se não existisse os telefonemas, cartas, fotografias
Para expressar-se um sentimento nobre que é a amizade
Que tem infinitas formas e jeitos de se definir
Defina como quiser
Mas nada é melhor que um momento esplendido
Sem correrias
Com boas companhias
Sentada na varanda da casa onde tu moravas que cheira a nostalgia
Tens um gosto sublime de progresso
A amizade é doce.
Porém tantas vezes é breve
Mas com ela, sinto-me leve.
Velhice Juvenil.
Abriu-se um buraco de cinzas naquela velhice literária
No fundo poço de pele lisa e jovial
Epiderme seca e ordinária
Andando em pedregulhos de miséria e desgraça
Sonhando com tal toque carnal
Mas eu queria criar era pirraça!
Não dou-me com teu delírio sem tato
Inventando um prazer sem ato
Mas acreditais vendo, é verídico.
Tua aura és desgastada pelo convívio da terceira idade
Rasgando tua carne ensanguentada feita de bondade
Usavas tua linguagem sóbria para endurecer-me
Endurecer-nos.
Com um rosto que jamais via-o rígido
Testarei teu sexo de moça em algum frio de inverno
Em outro paralelo do universo
Com um ar que não se produz energia
De carne e osso
Mas sorria.
Sorria pois tiveste voz mágica
Beleza sem preocupações de plástica
Porém tua alma não mais lhe servia
E morrias todo dia.
Todo dia de cansaço inexpressivo
Todo endiabrado dia.
Porém, louca como és...
Sorria.
No fundo poço de pele lisa e jovial
Epiderme seca e ordinária
Andando em pedregulhos de miséria e desgraça
Sonhando com tal toque carnal
Mas eu queria criar era pirraça!
Não dou-me com teu delírio sem tato
Inventando um prazer sem ato
Mas acreditais vendo, é verídico.
Tua aura és desgastada pelo convívio da terceira idade
Rasgando tua carne ensanguentada feita de bondade
Usavas tua linguagem sóbria para endurecer-me
Endurecer-nos.
Com um rosto que jamais via-o rígido
Testarei teu sexo de moça em algum frio de inverno
Em outro paralelo do universo
Com um ar que não se produz energia
De carne e osso
Mas sorria.
Sorria pois tiveste voz mágica
Beleza sem preocupações de plástica
Porém tua alma não mais lhe servia
E morrias todo dia.
Todo dia de cansaço inexpressivo
Todo endiabrado dia.
Porém, louca como és...
Sorria.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Diferente.
Eu que não entendia nada de amor
Fui escravizada por tal paixão precoce
Aprisionada a euforia e melancolia misturadas
Pelo avesso
Da mesmice do alheio
Tive minha alma enrustida
Crucificada pelo platônico amor que sentias
Convertiam-me para deprimência
Persistia segurando meu olhar chulo
Sem consciência
No equívoco do ser igual
"Ei, pessoas do mal! Deixe-me em paz, eu quero amar do meu jeito, é amor de qualquer jeito! Estas são palavras vindas do peito!"
Berrava com pressa
Com olheiras da insônia ao amanhecer
Parecia ilusório tudo que vias
Mas se é o mundo que nos cria
Eu que me via tão nova para acreditar
Na confusão do pensar
"Isto é coisa de adulto, ora bolas!"
Eu que me via tão nova para duvidar da verdade que cercava
Que me fazia de escrava
Reprimindo-me a tudo que planejava
Ser diferente.
Eu que me via tão nova e mesmo assim tinha medo.
Sorrias torto ao receio de rostos mórbidos
Que arregam aos meus afáveis sonhos
O que fizestes agora? Se minha loucura de paixão com ardor
Queimas até o molde do meu sorriso
E obrigavam-me a ser o típico do despotismo
Mas aquela garota que eu era és tão bela!
Garota que ainda não era flor
Esperava-te assumir a tua cor!
Assumistes...
Tu sabes do que falo.
E quando eu chegastes a ser feliz
Eu me calo.
Fui escravizada por tal paixão precoce
Aprisionada a euforia e melancolia misturadas
Pelo avesso
Da mesmice do alheio
Tive minha alma enrustida
Crucificada pelo platônico amor que sentias
Convertiam-me para deprimência
Persistia segurando meu olhar chulo
Sem consciência
No equívoco do ser igual
"Ei, pessoas do mal! Deixe-me em paz, eu quero amar do meu jeito, é amor de qualquer jeito! Estas são palavras vindas do peito!"
Berrava com pressa
Com olheiras da insônia ao amanhecer
Parecia ilusório tudo que vias
Mas se é o mundo que nos cria
Eu que me via tão nova para acreditar
Na confusão do pensar
"Isto é coisa de adulto, ora bolas!"
Eu que me via tão nova para duvidar da verdade que cercava
Que me fazia de escrava
Reprimindo-me a tudo que planejava
Ser diferente.
Eu que me via tão nova e mesmo assim tinha medo.
Sorrias torto ao receio de rostos mórbidos
Que arregam aos meus afáveis sonhos
O que fizestes agora? Se minha loucura de paixão com ardor
Queimas até o molde do meu sorriso
E obrigavam-me a ser o típico do despotismo
Mas aquela garota que eu era és tão bela!
Garota que ainda não era flor
Esperava-te assumir a tua cor!
Assumistes...
Tu sabes do que falo.
E quando eu chegastes a ser feliz
Eu me calo.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Escuridão.
És o tempo onde abro minhas asas de anjo
E debruço-me diante das correntes que prendiam-me durante a luz do dia
Voltando-me a ousadia do poder de sonhar
Ingenuamente
Ninguém mais observas ansiosamente
Com olhares perversos
Reparas apenas em universos
Diversos
Do que cada um de nós consegue ser.
Sinto-me um animal empedrado
Com desgosto e desanimado
Apenas a espera do brilho do escuro
Porque o brilho luxuoso da claridade
Traz-me um medo obscuro!
Querias que me entendestes bem
Não sou o que chamas de sombria
Não sou o que chamas de fria
Fecha teus olhos.
Tudo que vivestes não é o que parece ser
Tudo que tens não pode mais ver
Sumistes.
E voltam a sensação de lar
Doce capricho do bem-estar
Um feitiço de criança
A noite é uma criança
E á noite viro criança.
E debruço-me diante das correntes que prendiam-me durante a luz do dia
Voltando-me a ousadia do poder de sonhar
Ingenuamente
Ninguém mais observas ansiosamente
Com olhares perversos
Reparas apenas em universos
Diversos
Do que cada um de nós consegue ser.
Sinto-me um animal empedrado
Com desgosto e desanimado
Apenas a espera do brilho do escuro
Porque o brilho luxuoso da claridade
Traz-me um medo obscuro!
Querias que me entendestes bem
Não sou o que chamas de sombria
Não sou o que chamas de fria
Fecha teus olhos.
Tudo que vivestes não é o que parece ser
Tudo que tens não pode mais ver
Sumistes.
E voltam a sensação de lar
Doce capricho do bem-estar
Um feitiço de criança
A noite é uma criança
E á noite viro criança.
domingo, 14 de julho de 2013
Individualismo.
Seres individualistas
Que se endividam
Com dúvidas
Confundindo afeto e paciência
Com desprezo e carência
Mas o mundo és tão caprichoso
Tão poderoso
Que não se possa usar a teoria coletiva
A idéia relativa
Do indivíduo poder ser coletivo
Mas quais é o objetivo?
Se és um paradoxo subjetivo?
Que se endividam
Com dúvidas
Confundindo afeto e paciência
Com desprezo e carência
Mas o mundo és tão caprichoso
Tão poderoso
Que não se possa usar a teoria coletiva
A idéia relativa
Do indivíduo poder ser coletivo
Mas quais é o objetivo?
Se és um paradoxo subjetivo?
domingo, 7 de julho de 2013
Sensatez.
"Escrever te faz bem!"
Tu diz.
Ora, menina tola!
Tu que me fazes bem!
E insistes que é outro alguém
Que me fazes bem.
Mas não vem que não tem
Tais crises imediatas não convém
Crises de culpa
E alguns pedidos de desculpa
Que não dura
Nem sendo sincero
Com esse teu espírito severo
Esse teu gosto amargo
De gostar de outro tolo.
Ou tola.
Mas apesar de tudo
Continua tudo trancado
Enferrujado
Amarrado
Encaixotado.
Quando estes falados dias de paz
Ouvirem do que sou capaz
Para essa obstinada sensatez desapegar-se do meu corpo
E evaporar
Como um sopro.
Mas eu não sei se o que sinto
É neurose ou paixão.
Mas eu minto
Deve ser solidão.
Tu diz.
Ora, menina tola!
Tu que me fazes bem!
E insistes que é outro alguém
Que me fazes bem.
Mas não vem que não tem
Tais crises imediatas não convém
Crises de culpa
E alguns pedidos de desculpa
Que não dura
Nem sendo sincero
Com esse teu espírito severo
Esse teu gosto amargo
De gostar de outro tolo.
Ou tola.
Mas apesar de tudo
Continua tudo trancado
Enferrujado
Amarrado
Encaixotado.
Quando estes falados dias de paz
Ouvirem do que sou capaz
Para essa obstinada sensatez desapegar-se do meu corpo
E evaporar
Como um sopro.
Mas eu não sei se o que sinto
É neurose ou paixão.
Mas eu minto
Deve ser solidão.
Agridoce.
Perdoa essa minha timidez a toa
Mas é que minha mente voa
E logo perco a graça
Quando tudo tem graça
Quando meus olhos se encaixam
Se embaraçam
No modelar de algum sorriso.
Que riso!
Que ecoa e soa mudo
Como um beija-flor.
Beija-flor que sequestras minha dor
E a transforma num agridoce sabor da nicotina
Numa agridoce energia da cafeína
Num agridoce orgasmo da heroína
Na agridoce
Nostalgia da rotina.
Mas é que minha mente voa
E logo perco a graça
Quando tudo tem graça
Quando meus olhos se encaixam
Se embaraçam
No modelar de algum sorriso.
Que riso!
Que ecoa e soa mudo
Como um beija-flor.
Beija-flor que sequestras minha dor
E a transforma num agridoce sabor da nicotina
Numa agridoce energia da cafeína
Num agridoce orgasmo da heroína
Na agridoce
Nostalgia da rotina.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Tempo.
Esse tempo é uma farsa
Que teu relógio disfarça
Que formoso jeito de abreviar
A imensidão de algo que jamais começou
E que nunca terminou
Mas será que ele existe?
Quem modelou essa alma tão triste
Que és jogada fora depois de uma geografia costumeira
Apelidada
Com sua hora exata
Nesse ponteiro de pulso aristocrata
Mas tu não enganas ninguém, tempo
Sabe-se lá se tu existe
Ou se tu é deus
Ambos são um só?
Ou és apenas pó?
Com essa severidade pouco sagaz
Me sinto só.
E nessas horas o tempo não existe
Não resiste.
Que teu relógio disfarça
Que formoso jeito de abreviar
A imensidão de algo que jamais começou
E que nunca terminou
Mas será que ele existe?
Quem modelou essa alma tão triste
Que és jogada fora depois de uma geografia costumeira
Apelidada
Com sua hora exata
Nesse ponteiro de pulso aristocrata
Mas tu não enganas ninguém, tempo
Sabe-se lá se tu existe
Ou se tu é deus
Ambos são um só?
Ou és apenas pó?
Com essa severidade pouco sagaz
Me sinto só.
E nessas horas o tempo não existe
Não resiste.
Paixão.
Paixão carrasca
Que insistes em chamar de alegria
Alegria que repudia
Me intui a seguir teus passos
Teus atos
Onde caminhas teus pés delicados agora, moça?
Se tua boca beijas outra
Não encontro problema
Me relembra até cena de cinema
Cenas de Woody Allen
Que se transcrevem em um grau especial
De monotonia emocional
Mas é paixão pura
Subentendida
Que não faz qualquer sentido
E não precisa ter sentido.
É tudo papo furado
Conversa fiada!
Para enganastes o discreto do ser
O indiscreto do ter.
Sofrimento cai e volta para a palma da mão
Onde no meio da burguesia
Se não existe poesia
Encontro-me repousada em um canto
E nesse canto, eu canto
Canto até a lua se apagar.
Para minha bela e entorpecida
Paixão carrasca.
Ou, na verdade escassa
Tu que és carrasca?
Que insistes em chamar de alegria
Alegria que repudia
Me intui a seguir teus passos
Teus atos
Onde caminhas teus pés delicados agora, moça?
Se tua boca beijas outra
Não encontro problema
Me relembra até cena de cinema
Cenas de Woody Allen
Que se transcrevem em um grau especial
De monotonia emocional
Mas é paixão pura
Subentendida
Que não faz qualquer sentido
E não precisa ter sentido.
É tudo papo furado
Conversa fiada!
Para enganastes o discreto do ser
O indiscreto do ter.
Sofrimento cai e volta para a palma da mão
Onde no meio da burguesia
Se não existe poesia
Encontro-me repousada em um canto
E nesse canto, eu canto
Canto até a lua se apagar.
Para minha bela e entorpecida
Paixão carrasca.
Ou, na verdade escassa
Tu que és carrasca?
terça-feira, 25 de junho de 2013
Lágrimas.
Choro e rio
Chorei tanto que fiz um rio
Quem me dera esse rio
Fluísse no tom de uma risada
No entanto, sem graça
Mas não existe nada pior
que não seja
a falta do nó na garganta.
Faz-se triste, faz-se náusea, faz-se uma mistura
Mas não choro.
E no desamparo do escuro
sinto falta.
Sinto falta da bela água salgada
Que desce até minha boca
E toca meus lábios
Que se inspira e transpira
Com o gosto fundo e profundo
Dessa tristeza
Ilesa.
Chorei tanto que fiz um rio
Quem me dera esse rio
Fluísse no tom de uma risada
No entanto, sem graça
Mas não existe nada pior
que não seja
a falta do nó na garganta.
Faz-se triste, faz-se náusea, faz-se uma mistura
Mas não choro.
E no desamparo do escuro
sinto falta.
Sinto falta da bela água salgada
Que desce até minha boca
E toca meus lábios
Que se inspira e transpira
Com o gosto fundo e profundo
Dessa tristeza
Ilesa.
Solidão.
A solidão prende-me
Amarra-me
Bate-me
Estupra-me
Enquanto suplico por liberdade
Porque fazes isso?
Sou tua órfã ou sentes prazer de usurpar a quem vier de bom
grado
Oferecer-te companhia?
Avisei-lhe a ir à luta; agora arcar-te com as conseqüências
da dor
Desse louco corpo mal-amado; bem sofrido.
Ora, mas se ergas corpo mal-amado; maltratado!
Sobressai e muda o mundo
Teu mundo!
Teu mundo acinzentado farto de rancor
E mostra para a solidão que tua dor
Não é, nem de longe, maior que teu amor.
Estações.
Eu dizia a outono: porque chegastes tão cedo?
Como vivíamos e sobrevivíamos de aparências, pensei: a
primavera és mais bela que tu! Adianta teu lado e sumas com suas sensações
falsas de noites eternas!
Faltava-me carinho e aconchego
Onde está o verão, para esquentar a carne do meu corpo?
Quero teu calor, verão.
Mas que cretino é esse verão! Esquentai a todos; não só a
mim.
Mas o inverno queria-me; desejava-me; almejava-me
Mas seu inverno, sai pra lá, sumistes da minha vida
De frieza já basta meu coração
Que se encontra empedrado há tanto tempo
Desde que o verão se foi...
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