Abriu-se um buraco de cinzas naquela velhice literária
No fundo poço de pele lisa e jovial
Epiderme seca e ordinária
Andando em pedregulhos de miséria e desgraça
Sonhando com tal toque carnal
Mas eu queria criar era pirraça!
Não dou-me com teu delírio sem tato
Inventando um prazer sem ato
Mas acreditais vendo, é verídico.
Tua aura és desgastada pelo convívio da terceira idade
Rasgando tua carne ensanguentada feita de bondade
Usavas tua linguagem sóbria para endurecer-me
Endurecer-nos.
Com um rosto que jamais via-o rígido
Testarei teu sexo de moça em algum frio de inverno
Em outro paralelo do universo
Com um ar que não se produz energia
De carne e osso
Mas sorria.
Sorria pois tiveste voz mágica
Beleza sem preocupações de plástica
Porém tua alma não mais lhe servia
E morrias todo dia.
Todo dia de cansaço inexpressivo
Todo endiabrado dia.
Porém, louca como és...
Sorria.
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