És o tempo onde abro minhas asas de anjo
E debruço-me diante das correntes que prendiam-me durante a luz do dia
Voltando-me a ousadia do poder de sonhar
Ingenuamente
Ninguém mais observas ansiosamente
Com olhares perversos
Reparas apenas em universos
Diversos
Do que cada um de nós consegue ser.
Sinto-me um animal empedrado
Com desgosto e desanimado
Apenas a espera do brilho do escuro
Porque o brilho luxuoso da claridade
Traz-me um medo obscuro!
Querias que me entendestes bem
Não sou o que chamas de sombria
Não sou o que chamas de fria
Fecha teus olhos.
Tudo que vivestes não é o que parece ser
Tudo que tens não pode mais ver
Sumistes.
E voltam a sensação de lar
Doce capricho do bem-estar
Um feitiço de criança
A noite é uma criança
E á noite viro criança.
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