Me reprimo de manhã com a alergia e lágrimas no rosto
Já esperando passar o mês de agosto
Onde ainda os responsáveis vulgarizam minhas saídas
Objetivamente de serem divertidas
Suas ideias sexistas não batem ou apanham da minha tão bem aberta
Mente sensata e um tanto ignorante
Discuto mas minha voz é um fardo
Um latido apavorante para teus ouvidos
Dá desprezo e ignoras por não filtrar
Minha vontade é de gritar, berrar e esmurrar
Mas se como criança me tratam
Que mal faz ter
Que mal fez ter esse gesto inacabado
Esse agir que é só de passagem
E em horas que estou sem tempo para um café
Tu inventas que se pergunta se eu não temo de viver assim
Tão calada
E estar afim de ser tão calada
Encaixotada e esmurrada por um fantasma que só existe para mim
Que ninguém mais o vê
Mas se não enxergas a raiva que é explicita em meus olhos
A raiva de como é tentar ser e fazer e não apenas crer
Sua teoria não entende o que é abstinência de sentimentos
E não entendendo se torna seu tormento
Mas em tempos como esses, palavras chulas eu quero soltar
Mas tu diz
A população diz:
"Se tornou vulgar e apodrecida na miséria da minoria porque quis!"