No meio da multidão absorta
Sento em um banco com um ânimo degradado
Nesse banco eu banco a depressiva
Apenas para jogar um charme de intelectual
Para as pessoas que observam os quatro lados
Até para aqueles que inserem defeito visual
Na minha roupa desbotada e amarrotada
No meu rosto acabado
No meu cabelo bagunçado, desarrumado.
Deixa pra lá esse convívio subestimado.
Mas também faço-me de burra
Apenas para tornar-me um fascínio de ser engraçada
E sendo engraçada
Tropeço no erro das palavras já ditas
Abrindo um sorriso puro nos lábios de quem ouviu minhas malditas mancadas verbais
Mas fiz alguém feliz!
Portanto viro-me atriz
Uma palhaça pseudo-romântica
Que só sabe escrever sobres suas dores de cotovelo em horas vagas
E por ousadia, também lotadas.
Levo esse transtorno
Meio torto;
Para cima e para baixo, de natureza
É timidez e extroversão na cabeça
Se atraindo feito imã
Ouvi dizer que opostos se atraem
Se atraem é na multidão!
Porque no silêncio da minha neurose, me esquecem e se distraem.
Essa confusão de ser e querer transparecer não tem valor para nada
Sendo levada pela direção turva
E no meio da curva
Encontro possibilidades de prazeres.
Enfastio-me com o bom e o velho rock'n'roll
Desfruto da brisa de um show
Com boas drogas e sexo seguro
Mas chegando em casa pulo o muro
Assisto filmes franceses e requento meu cappuccino
Deitada na cama aos pedaços
Vivendo discutindo sobre feminismo e homofobia
A mãe chama tua cria
"Hora do jantar!"
Se endoidece e faz a mesa
Reclama do cheiro de cigarro enfestado em minha camiseta preta
Ela pensa que não tenho mais volta.
E se revolta
Tirando da sua caixola mal criada
Doenças que ela não tivesse reparado em mim, assim, desde o berço
Mas um terço
De mim, foi tu que criou.
Que me embelezou, com esse drama de desastre vaidoso
Que amor nervoso!
Insegura de ser quem é!
Mãe, deixa vim o que vier.
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Amizade.
É bem clichê de se dizer
Toda calma e desespero que tenho
Perante a angústia de saber
Onde meus amigos enquadram-me.
Se eles soubessem da força que tens de fazer-me tornar um ser pródigo
Alguns até devolveriam-me em troca o sagrado afeto
Que os entrego desde o feto
Desde que o destinou resolveu me traçar
E me amordaçar.
Por isso vos digo meus amigos
Não me interessa se ficastes comigo
Não me interessa a liberdade que tens de jogar-me fora e renascer no coração de um novo alguém
Afinal, pessoas vão e vem
Vem e voltam
É tudo em ordem
Conforme a mente prende a gente
Naquela gente que nos vê diferente
Naquela gente que nos entende
E caminhas junto com tal liberdade
Ora, não digo que sinto saudade!
Se encontro vós
Ora em hora, ora em dia, ora em ano..
E pela miragem se parecem distante
Não ligo o bastante para estarem perto
Alguns nem procuro
Meu impulso vital se conforma com a existência do que existe, e do que já existiu
Entre nós.
Não estão em mim, não enxergam com olhos sedentos e embriagados que os meus se encontram
Seria mera estupidez se não existisse os telefonemas, cartas, fotografias
Para expressar-se um sentimento nobre que é a amizade
Que tem infinitas formas e jeitos de se definir
Defina como quiser
Mas nada é melhor que um momento esplendido
Sem correrias
Com boas companhias
Sentada na varanda da casa onde tu moravas que cheira a nostalgia
Tens um gosto sublime de progresso
A amizade é doce.
Porém tantas vezes é breve
Mas com ela, sinto-me leve.
Toda calma e desespero que tenho
Perante a angústia de saber
Onde meus amigos enquadram-me.
Se eles soubessem da força que tens de fazer-me tornar um ser pródigo
Alguns até devolveriam-me em troca o sagrado afeto
Que os entrego desde o feto
Desde que o destinou resolveu me traçar
E me amordaçar.
Por isso vos digo meus amigos
Não me interessa se ficastes comigo
Não me interessa a liberdade que tens de jogar-me fora e renascer no coração de um novo alguém
Afinal, pessoas vão e vem
Vem e voltam
É tudo em ordem
Conforme a mente prende a gente
Naquela gente que nos vê diferente
Naquela gente que nos entende
E caminhas junto com tal liberdade
Ora, não digo que sinto saudade!
Se encontro vós
Ora em hora, ora em dia, ora em ano..
E pela miragem se parecem distante
Não ligo o bastante para estarem perto
Alguns nem procuro
Meu impulso vital se conforma com a existência do que existe, e do que já existiu
Entre nós.
Não estão em mim, não enxergam com olhos sedentos e embriagados que os meus se encontram
Seria mera estupidez se não existisse os telefonemas, cartas, fotografias
Para expressar-se um sentimento nobre que é a amizade
Que tem infinitas formas e jeitos de se definir
Defina como quiser
Mas nada é melhor que um momento esplendido
Sem correrias
Com boas companhias
Sentada na varanda da casa onde tu moravas que cheira a nostalgia
Tens um gosto sublime de progresso
A amizade é doce.
Porém tantas vezes é breve
Mas com ela, sinto-me leve.
Velhice Juvenil.
Abriu-se um buraco de cinzas naquela velhice literária
No fundo poço de pele lisa e jovial
Epiderme seca e ordinária
Andando em pedregulhos de miséria e desgraça
Sonhando com tal toque carnal
Mas eu queria criar era pirraça!
Não dou-me com teu delírio sem tato
Inventando um prazer sem ato
Mas acreditais vendo, é verídico.
Tua aura és desgastada pelo convívio da terceira idade
Rasgando tua carne ensanguentada feita de bondade
Usavas tua linguagem sóbria para endurecer-me
Endurecer-nos.
Com um rosto que jamais via-o rígido
Testarei teu sexo de moça em algum frio de inverno
Em outro paralelo do universo
Com um ar que não se produz energia
De carne e osso
Mas sorria.
Sorria pois tiveste voz mágica
Beleza sem preocupações de plástica
Porém tua alma não mais lhe servia
E morrias todo dia.
Todo dia de cansaço inexpressivo
Todo endiabrado dia.
Porém, louca como és...
Sorria.
No fundo poço de pele lisa e jovial
Epiderme seca e ordinária
Andando em pedregulhos de miséria e desgraça
Sonhando com tal toque carnal
Mas eu queria criar era pirraça!
Não dou-me com teu delírio sem tato
Inventando um prazer sem ato
Mas acreditais vendo, é verídico.
Tua aura és desgastada pelo convívio da terceira idade
Rasgando tua carne ensanguentada feita de bondade
Usavas tua linguagem sóbria para endurecer-me
Endurecer-nos.
Com um rosto que jamais via-o rígido
Testarei teu sexo de moça em algum frio de inverno
Em outro paralelo do universo
Com um ar que não se produz energia
De carne e osso
Mas sorria.
Sorria pois tiveste voz mágica
Beleza sem preocupações de plástica
Porém tua alma não mais lhe servia
E morrias todo dia.
Todo dia de cansaço inexpressivo
Todo endiabrado dia.
Porém, louca como és...
Sorria.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Diferente.
Eu que não entendia nada de amor
Fui escravizada por tal paixão precoce
Aprisionada a euforia e melancolia misturadas
Pelo avesso
Da mesmice do alheio
Tive minha alma enrustida
Crucificada pelo platônico amor que sentias
Convertiam-me para deprimência
Persistia segurando meu olhar chulo
Sem consciência
No equívoco do ser igual
"Ei, pessoas do mal! Deixe-me em paz, eu quero amar do meu jeito, é amor de qualquer jeito! Estas são palavras vindas do peito!"
Berrava com pressa
Com olheiras da insônia ao amanhecer
Parecia ilusório tudo que vias
Mas se é o mundo que nos cria
Eu que me via tão nova para acreditar
Na confusão do pensar
"Isto é coisa de adulto, ora bolas!"
Eu que me via tão nova para duvidar da verdade que cercava
Que me fazia de escrava
Reprimindo-me a tudo que planejava
Ser diferente.
Eu que me via tão nova e mesmo assim tinha medo.
Sorrias torto ao receio de rostos mórbidos
Que arregam aos meus afáveis sonhos
O que fizestes agora? Se minha loucura de paixão com ardor
Queimas até o molde do meu sorriso
E obrigavam-me a ser o típico do despotismo
Mas aquela garota que eu era és tão bela!
Garota que ainda não era flor
Esperava-te assumir a tua cor!
Assumistes...
Tu sabes do que falo.
E quando eu chegastes a ser feliz
Eu me calo.
Fui escravizada por tal paixão precoce
Aprisionada a euforia e melancolia misturadas
Pelo avesso
Da mesmice do alheio
Tive minha alma enrustida
Crucificada pelo platônico amor que sentias
Convertiam-me para deprimência
Persistia segurando meu olhar chulo
Sem consciência
No equívoco do ser igual
"Ei, pessoas do mal! Deixe-me em paz, eu quero amar do meu jeito, é amor de qualquer jeito! Estas são palavras vindas do peito!"
Berrava com pressa
Com olheiras da insônia ao amanhecer
Parecia ilusório tudo que vias
Mas se é o mundo que nos cria
Eu que me via tão nova para acreditar
Na confusão do pensar
"Isto é coisa de adulto, ora bolas!"
Eu que me via tão nova para duvidar da verdade que cercava
Que me fazia de escrava
Reprimindo-me a tudo que planejava
Ser diferente.
Eu que me via tão nova e mesmo assim tinha medo.
Sorrias torto ao receio de rostos mórbidos
Que arregam aos meus afáveis sonhos
O que fizestes agora? Se minha loucura de paixão com ardor
Queimas até o molde do meu sorriso
E obrigavam-me a ser o típico do despotismo
Mas aquela garota que eu era és tão bela!
Garota que ainda não era flor
Esperava-te assumir a tua cor!
Assumistes...
Tu sabes do que falo.
E quando eu chegastes a ser feliz
Eu me calo.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Escuridão.
És o tempo onde abro minhas asas de anjo
E debruço-me diante das correntes que prendiam-me durante a luz do dia
Voltando-me a ousadia do poder de sonhar
Ingenuamente
Ninguém mais observas ansiosamente
Com olhares perversos
Reparas apenas em universos
Diversos
Do que cada um de nós consegue ser.
Sinto-me um animal empedrado
Com desgosto e desanimado
Apenas a espera do brilho do escuro
Porque o brilho luxuoso da claridade
Traz-me um medo obscuro!
Querias que me entendestes bem
Não sou o que chamas de sombria
Não sou o que chamas de fria
Fecha teus olhos.
Tudo que vivestes não é o que parece ser
Tudo que tens não pode mais ver
Sumistes.
E voltam a sensação de lar
Doce capricho do bem-estar
Um feitiço de criança
A noite é uma criança
E á noite viro criança.
E debruço-me diante das correntes que prendiam-me durante a luz do dia
Voltando-me a ousadia do poder de sonhar
Ingenuamente
Ninguém mais observas ansiosamente
Com olhares perversos
Reparas apenas em universos
Diversos
Do que cada um de nós consegue ser.
Sinto-me um animal empedrado
Com desgosto e desanimado
Apenas a espera do brilho do escuro
Porque o brilho luxuoso da claridade
Traz-me um medo obscuro!
Querias que me entendestes bem
Não sou o que chamas de sombria
Não sou o que chamas de fria
Fecha teus olhos.
Tudo que vivestes não é o que parece ser
Tudo que tens não pode mais ver
Sumistes.
E voltam a sensação de lar
Doce capricho do bem-estar
Um feitiço de criança
A noite é uma criança
E á noite viro criança.
domingo, 14 de julho de 2013
Individualismo.
Seres individualistas
Que se endividam
Com dúvidas
Confundindo afeto e paciência
Com desprezo e carência
Mas o mundo és tão caprichoso
Tão poderoso
Que não se possa usar a teoria coletiva
A idéia relativa
Do indivíduo poder ser coletivo
Mas quais é o objetivo?
Se és um paradoxo subjetivo?
Que se endividam
Com dúvidas
Confundindo afeto e paciência
Com desprezo e carência
Mas o mundo és tão caprichoso
Tão poderoso
Que não se possa usar a teoria coletiva
A idéia relativa
Do indivíduo poder ser coletivo
Mas quais é o objetivo?
Se és um paradoxo subjetivo?
domingo, 7 de julho de 2013
Sensatez.
"Escrever te faz bem!"
Tu diz.
Ora, menina tola!
Tu que me fazes bem!
E insistes que é outro alguém
Que me fazes bem.
Mas não vem que não tem
Tais crises imediatas não convém
Crises de culpa
E alguns pedidos de desculpa
Que não dura
Nem sendo sincero
Com esse teu espírito severo
Esse teu gosto amargo
De gostar de outro tolo.
Ou tola.
Mas apesar de tudo
Continua tudo trancado
Enferrujado
Amarrado
Encaixotado.
Quando estes falados dias de paz
Ouvirem do que sou capaz
Para essa obstinada sensatez desapegar-se do meu corpo
E evaporar
Como um sopro.
Mas eu não sei se o que sinto
É neurose ou paixão.
Mas eu minto
Deve ser solidão.
Tu diz.
Ora, menina tola!
Tu que me fazes bem!
E insistes que é outro alguém
Que me fazes bem.
Mas não vem que não tem
Tais crises imediatas não convém
Crises de culpa
E alguns pedidos de desculpa
Que não dura
Nem sendo sincero
Com esse teu espírito severo
Esse teu gosto amargo
De gostar de outro tolo.
Ou tola.
Mas apesar de tudo
Continua tudo trancado
Enferrujado
Amarrado
Encaixotado.
Quando estes falados dias de paz
Ouvirem do que sou capaz
Para essa obstinada sensatez desapegar-se do meu corpo
E evaporar
Como um sopro.
Mas eu não sei se o que sinto
É neurose ou paixão.
Mas eu minto
Deve ser solidão.
Agridoce.
Perdoa essa minha timidez a toa
Mas é que minha mente voa
E logo perco a graça
Quando tudo tem graça
Quando meus olhos se encaixam
Se embaraçam
No modelar de algum sorriso.
Que riso!
Que ecoa e soa mudo
Como um beija-flor.
Beija-flor que sequestras minha dor
E a transforma num agridoce sabor da nicotina
Numa agridoce energia da cafeína
Num agridoce orgasmo da heroína
Na agridoce
Nostalgia da rotina.
Mas é que minha mente voa
E logo perco a graça
Quando tudo tem graça
Quando meus olhos se encaixam
Se embaraçam
No modelar de algum sorriso.
Que riso!
Que ecoa e soa mudo
Como um beija-flor.
Beija-flor que sequestras minha dor
E a transforma num agridoce sabor da nicotina
Numa agridoce energia da cafeína
Num agridoce orgasmo da heroína
Na agridoce
Nostalgia da rotina.
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