Eu que não entendia nada de amor
Fui escravizada por tal paixão precoce
Aprisionada a euforia e melancolia misturadas
Pelo avesso
Da mesmice do alheio
Tive minha alma enrustida
Crucificada pelo platônico amor que sentias
Convertiam-me para deprimência
Persistia segurando meu olhar chulo
Sem consciência
No equívoco do ser igual
"Ei, pessoas do mal! Deixe-me em paz, eu quero amar do meu jeito, é amor de qualquer jeito! Estas são palavras vindas do peito!"
Berrava com pressa
Com olheiras da insônia ao amanhecer
Parecia ilusório tudo que vias
Mas se é o mundo que nos cria
Eu que me via tão nova para acreditar
Na confusão do pensar
"Isto é coisa de adulto, ora bolas!"
Eu que me via tão nova para duvidar da verdade que cercava
Que me fazia de escrava
Reprimindo-me a tudo que planejava
Ser diferente.
Eu que me via tão nova e mesmo assim tinha medo.
Sorrias torto ao receio de rostos mórbidos
Que arregam aos meus afáveis sonhos
O que fizestes agora? Se minha loucura de paixão com ardor
Queimas até o molde do meu sorriso
E obrigavam-me a ser o típico do despotismo
Mas aquela garota que eu era és tão bela!
Garota que ainda não era flor
Esperava-te assumir a tua cor!
Assumistes...
Tu sabes do que falo.
E quando eu chegastes a ser feliz
Eu me calo.
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