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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Eu e Mim.

No meio da multidão absorta
Sento em um banco com um ânimo degradado
Nesse banco eu banco a depressiva
Apenas para jogar um charme de intelectual
Para as pessoas que observam os quatro lados
Até para aqueles que inserem defeito visual
Na minha roupa desbotada e amarrotada
No meu rosto acabado
No meu cabelo bagunçado, desarrumado.
Deixa pra lá esse convívio subestimado.
Mas também faço-me de burra
Apenas para tornar-me um fascínio de ser engraçada
E sendo engraçada
Tropeço no erro das palavras já ditas
Abrindo um sorriso puro nos lábios de quem ouviu minhas malditas mancadas verbais
Mas fiz alguém feliz!
Portanto viro-me atriz
Uma palhaça pseudo-romântica
Que só sabe escrever sobres suas dores de cotovelo em horas vagas
E por ousadia, também lotadas.
Levo esse transtorno
Meio torto;
Para cima e para baixo, de natureza
É timidez e extroversão na cabeça
Se atraindo feito imã
Ouvi dizer que opostos se atraem
Se atraem é na multidão!
Porque no silêncio da minha neurose, me esquecem e se distraem.
Essa confusão de ser e querer transparecer não tem valor para nada
Sendo levada pela direção turva
E no meio da curva
Encontro possibilidades de prazeres.
Enfastio-me com o bom e o velho rock'n'roll
Desfruto da brisa de um show
Com boas drogas e sexo seguro
Mas chegando em casa pulo o muro
Assisto filmes franceses e requento meu cappuccino
Deitada na cama aos pedaços
Vivendo discutindo sobre feminismo e homofobia
A mãe chama tua cria
"Hora do jantar!"
Se endoidece e faz a mesa
Reclama do cheiro de cigarro enfestado em minha camiseta preta
Ela pensa que não tenho mais volta.
E se revolta
Tirando da sua caixola mal criada
Doenças que ela não tivesse reparado em mim, assim, desde o berço
Mas um terço
De mim, foi tu que criou.
Que me embelezou, com esse drama de desastre vaidoso
Que amor nervoso!
Insegura de ser quem é!
Mãe, deixa vim o que vier.

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