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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Amizade.

É bem clichê de se dizer
Toda calma e desespero que tenho
Perante a angústia de saber
Onde meus amigos enquadram-me.
Se eles soubessem da força que tens de fazer-me tornar um ser pródigo
Alguns até devolveriam-me em troca o sagrado afeto
Que os entrego desde o feto
Desde que o destinou resolveu me traçar
E me amordaçar.
Por isso vos digo meus amigos
Não me interessa se ficastes comigo
Não me interessa a liberdade que tens de jogar-me fora e renascer no coração de um novo alguém
Afinal, pessoas vão e vem
Vem e voltam
É tudo em ordem
Conforme a mente prende a gente
Naquela gente que nos vê diferente
Naquela gente que nos entende
E caminhas junto com tal liberdade
Ora, não digo que sinto saudade!
Se encontro vós
Ora em hora, ora em dia, ora em ano..
E pela miragem se parecem distante
Não ligo o bastante para estarem perto
Alguns nem procuro
Meu impulso vital se conforma com a existência do que existe, e do que já existiu
Entre nós.
Não estão em mim, não enxergam com olhos sedentos e embriagados que os meus se encontram
Seria mera estupidez se não existisse os telefonemas, cartas, fotografias
Para expressar-se um sentimento nobre que é a amizade
Que tem infinitas formas e jeitos de se definir
Defina como quiser
Mas nada é melhor que um momento esplendido
Sem correrias
Com boas companhias
Sentada na varanda da casa onde tu moravas que cheira a nostalgia
Tens um gosto sublime de progresso
A amizade é doce.
Porém tantas vezes é breve
Mas com ela, sinto-me leve.

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