Faço minha arte com simplório e pouca comodidade
Escrevo versos em falhas com um grande luxo de sanidade
Não preciso de muito para espalhar-me e derramar-me
Entre as palavras que não dizem nada
Sobre nada.
Não dou-me de estarrecida com gulosos egos que procriam-se com minha autoria
Pois até disso arranco as roupas da artística rebeldia
De quem fez ou não fez o erótico em fantasia
De quem deixou de construir a torre infantil da alegria
Observas, é rancoroso e melindroso se tratando de percepção.
Igualdade é o que me segura para ter na mão
O que basta para minha arte.
Pseudo-arte.
Falsa, chamas do que quiser.
Pois não possui brilhos engrandecedores que cegam nossa sombra
Liberdade já é demais, não achas?
A sanidade. Já vai tarde.
Para a expressão da minha pseudo-arte.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
O Novo.
Observem estas solitudes cores
Cores cinzas e sem realce
Quem saem do berço e nascidas de dores
Dores que guardamos e aguardamos
Que guardamos para mágoas inoportunas com o bem querer e o mal dizer
E aguardamos para recordações milimetrais detalhistas
Que perambulam pelos sons e ruídos de boca a boca
Mas quem me dera ser como algum amigo que adoece e vive
Adoece mas vive
Adoece mas viveu
Irá adoecer algum dia mas vive
Viveu e se tornou doce
Adoçou-se sua amargura
E tornou-se uma aura grande em largura
Mas quem dera se eu fosses como estes
Quem com brilho nos olhos e entre um gracejar eu admiro
Como podes
A vida tão rígida e enciumada
Ser assim tão bem tratada
Em forma de vivência despavorida e vistosa
Mas e eu aqui, toda dengosa
Querendo carência demais com uma flecha nas costas
E os outros
Vivendo tão bem, e porquê
Talvez porque não pedem explicações baratas
De alguma existência enigmática que convivem
Apenas... vivem.
E não se importam se são felizes.
Mas que dor nos olhos deve ser
Um vida triunfada e bem recebida mas irrefletida.
Mas que meio impulsivo.
O impensado no inesperado.
Cores cinzas e sem realce
Quem saem do berço e nascidas de dores
Dores que guardamos e aguardamos
Que guardamos para mágoas inoportunas com o bem querer e o mal dizer
E aguardamos para recordações milimetrais detalhistas
Que perambulam pelos sons e ruídos de boca a boca
Mas quem me dera ser como algum amigo que adoece e vive
Adoece mas vive
Adoece mas viveu
Irá adoecer algum dia mas vive
Viveu e se tornou doce
Adoçou-se sua amargura
E tornou-se uma aura grande em largura
Mas quem dera se eu fosses como estes
Quem com brilho nos olhos e entre um gracejar eu admiro
Como podes
A vida tão rígida e enciumada
Ser assim tão bem tratada
Em forma de vivência despavorida e vistosa
Mas e eu aqui, toda dengosa
Querendo carência demais com uma flecha nas costas
E os outros
Vivendo tão bem, e porquê
Talvez porque não pedem explicações baratas
De alguma existência enigmática que convivem
Apenas... vivem.
E não se importam se são felizes.
Mas que dor nos olhos deve ser
Um vida triunfada e bem recebida mas irrefletida.
Mas que meio impulsivo.
O impensado no inesperado.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Hipocrisia.
Eu espero a sessão do filme acabar
A crise existencial começar
O café em cima da mesa esfriar
Para perceber o distúrbio deplorável em que sobre(vivemos)
E nós próprios fizemos
Na tranquilidade de um sol se pondo
Como se a condição humana de hoje enxergasse redondo
É tudo quadrado protegido pelo caos eufêmico da população hipócrita
Não lhe parece um pouco anormal
Resmungar que vai para cama com cabelo molhado da chuva
Enquanto alguns não tem um mísero fio amarelado em sua cabeça
És anormal.
És desigual.
És um luxo desnecessário.
Mas do que estou me queixando afinal
Reclamo disso no inverno e estou aqui reclamando da massa...
Mas que bela desgraça
Somos os hipócritas que falamos.
E que, amém para todos,
não percebamos.
A crise existencial começar
O café em cima da mesa esfriar
Para perceber o distúrbio deplorável em que sobre(vivemos)
E nós próprios fizemos
Na tranquilidade de um sol se pondo
Como se a condição humana de hoje enxergasse redondo
É tudo quadrado protegido pelo caos eufêmico da população hipócrita
Não lhe parece um pouco anormal
Resmungar que vai para cama com cabelo molhado da chuva
Enquanto alguns não tem um mísero fio amarelado em sua cabeça
És anormal.
És desigual.
És um luxo desnecessário.
Mas do que estou me queixando afinal
Reclamo disso no inverno e estou aqui reclamando da massa...
Mas que bela desgraça
Somos os hipócritas que falamos.
E que, amém para todos,
não percebamos.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Fotografia.
Em um canto onde cantam os olhares
Com brilhos espantosos e harmônicos
Lá vem um flash só para dar um ar de memória
Para a espontaneidade do que agora é passado
Para gravar o derradeiro calado
Que se encontra agora na fotografia.
E com isso, se fez risos, dores, espanto
Na foto que agora guardas o recanto do prazer de guardar um prazo.
Guarda-se o tempo na fotografia
Dentro dela não existe relógio, não existe horário
É tudo vindo posto ao contrário
Laços se quebram no dia-a-dia
Mas na fotografia, ela ainda existia
E existe até o fim dos tempos, o fim das eras
Porque foto paralisa presente, passado, tudo junto.
Nós fazemos fotos falarem, cantarem, berrarem de saudade
E assim ficará
Pelo resto da eternidade...
Com brilhos espantosos e harmônicos
Lá vem um flash só para dar um ar de memória
Para a espontaneidade do que agora é passado
Para gravar o derradeiro calado
Que se encontra agora na fotografia.
E com isso, se fez risos, dores, espanto
Na foto que agora guardas o recanto do prazer de guardar um prazo.
Guarda-se o tempo na fotografia
Dentro dela não existe relógio, não existe horário
É tudo vindo posto ao contrário
Laços se quebram no dia-a-dia
Mas na fotografia, ela ainda existia
E existe até o fim dos tempos, o fim das eras
Porque foto paralisa presente, passado, tudo junto.
Nós fazemos fotos falarem, cantarem, berrarem de saudade
E assim ficará
Pelo resto da eternidade...
Humor.
Meu humor é um estranho nômade vivendo de luz recíproca
Hoje quero com desespero
Amanhã já não existe todo esse tempero de vontade
Falta de ânimo, ausência de arbítrio
Onde andas minha cara metade?
Ninguém sabe, ninguém viu
O completo ócio de procurar companhia
Me traz um grau espirituoso de tirania
Não me dão atenção 24 horas por dia
Mas quando dão uma gota de esperança
O ego incha tanto que evapora meu bem-prazer de vingança
E aí a parte ruim se devasta
Qualquer desatenção do alheio é uma facada no ponto fraco
O ponto fraco do meu sorriso.
Ele é apenas um molde do improviso do que é superficial
E então ele se esfarrapa, se auto-destrói, se iníqua
Tudo para ser desleal
Aos olhos de quem procuro afeto para dar.
Fraqueza nos ossos
Fraqueza no olhar, no desviar
Na luxúria sobrevoando com pingos estarrecidos de permuta
O que quero e o que não quero.
Não sei de nada mais, isso eu refletia ontem
Enquanto a máscara do meu rosto caía,
e eu, de tão morosa que sou, não percebia.
Hoje quero com desespero
Amanhã já não existe todo esse tempero de vontade
Falta de ânimo, ausência de arbítrio
Onde andas minha cara metade?
Ninguém sabe, ninguém viu
O completo ócio de procurar companhia
Me traz um grau espirituoso de tirania
Não me dão atenção 24 horas por dia
Mas quando dão uma gota de esperança
O ego incha tanto que evapora meu bem-prazer de vingança
E aí a parte ruim se devasta
Qualquer desatenção do alheio é uma facada no ponto fraco
O ponto fraco do meu sorriso.
Ele é apenas um molde do improviso do que é superficial
E então ele se esfarrapa, se auto-destrói, se iníqua
Tudo para ser desleal
Aos olhos de quem procuro afeto para dar.
Fraqueza nos ossos
Fraqueza no olhar, no desviar
Na luxúria sobrevoando com pingos estarrecidos de permuta
O que quero e o que não quero.
Não sei de nada mais, isso eu refletia ontem
Enquanto a máscara do meu rosto caía,
e eu, de tão morosa que sou, não percebia.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Mudança.
Os espertos confirmam que mudança faz parte do ser
E faz a arte do crer
Averiguam á mudança de mesa
Mudança de bar
A mudança do lar
E a mudança de expressão em negação
Com a ideia de se adequar.
Mas não confunda uma alma ingênua e caridosa
Com a pressão maldosa e petulante de mente pequena
Porque afinal, a mudança é minha.
Cuido eu da minha.
A mudança é tua. Cuida você da tua.
Mas poderá ela ser crua e sem uma pitada de sal.
No final.
Mudança de mente assusta a gente
Mudança de sentimento cede a um coração barulhento
Mudança de postura? Com a idade cura.
Percepção.
Leve jeito de deixar os pés no chão.
E faz a arte do crer
Averiguam á mudança de mesa
Mudança de bar
A mudança do lar
E a mudança de expressão em negação
Com a ideia de se adequar.
Mas não confunda uma alma ingênua e caridosa
Com a pressão maldosa e petulante de mente pequena
Porque afinal, a mudança é minha.
Cuido eu da minha.
A mudança é tua. Cuida você da tua.
Mas poderá ela ser crua e sem uma pitada de sal.
No final.
Mudança de mente assusta a gente
Mudança de sentimento cede a um coração barulhento
Mudança de postura? Com a idade cura.
Percepção.
Leve jeito de deixar os pés no chão.
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