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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Pseudo-arte.

Faço minha arte com simplório e pouca comodidade
Escrevo versos em falhas com um grande luxo de sanidade
Não preciso de muito para espalhar-me e derramar-me
Entre as palavras que não dizem nada
Sobre nada.
Não dou-me de estarrecida com gulosos egos que procriam-se com minha autoria
Pois até disso arranco as roupas da artística rebeldia
De quem fez ou não fez o erótico em fantasia
De quem deixou de construir a torre infantil da alegria
Observas, é rancoroso e melindroso se tratando de percepção.
Igualdade é o que me segura para ter na mão
O que basta para minha arte.
Pseudo-arte.
Falsa, chamas do que quiser.
Pois não possui brilhos engrandecedores que cegam nossa sombra
Liberdade já é demais, não achas?
A sanidade. Já vai tarde.
Para a expressão da minha pseudo-arte.


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