Em um canto onde cantam os olhares
Com brilhos espantosos e harmônicos
Lá vem um flash só para dar um ar de memória
Para a espontaneidade do que agora é passado
Para gravar o derradeiro calado
Que se encontra agora na fotografia.
E com isso, se fez risos, dores, espanto
Na foto que agora guardas o recanto do prazer de guardar um prazo.
Guarda-se o tempo na fotografia
Dentro dela não existe relógio, não existe horário
É tudo vindo posto ao contrário
Laços se quebram no dia-a-dia
Mas na fotografia, ela ainda existia
E existe até o fim dos tempos, o fim das eras
Porque foto paralisa presente, passado, tudo junto.
Nós fazemos fotos falarem, cantarem, berrarem de saudade
E assim ficará
Pelo resto da eternidade...
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