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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Meia doze.

Faço parte da geração que se preocupa com o desocupado
E se despreocupa com o preocupado
Na visão do mundo que não entende minha embriaguez de pieguice
Sou alguém que gosta de estar triste
E continuar em zonas de conforto
Mas com o prazer ilícito de terras mais pacíficas eu absorto
Das coisas mais surreais que meu olho cega e minha boca fecha
Eu não tenho o que dizer.
Com essa solidão calada e amarrada dentro do peito
Persisto assim em escassez da mais nobre era do conceito:
"Viva mais, pense menos!"
E assim me remoo com desproveito.
Mas há dois lados da moeda em que não sei em que universo eles se afirmam e reafirmam.
Ás vezes a vida é um suicídio em que,
com meia doze de vinho se aguenta viver mais um pouco.
E ás vezes vida é uma piada que
com meia doze de lembranças pode-se viver como louco.

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