Esse tempo é uma farsa
Que teu relógio disfarça
Que formoso jeito de abreviar
A imensidão de algo que jamais começou
E que nunca terminou
Mas será que ele existe?
Quem modelou essa alma tão triste
Que és jogada fora depois de uma geografia costumeira
Apelidada
Com sua hora exata
Nesse ponteiro de pulso aristocrata
Mas tu não enganas ninguém, tempo
Sabe-se lá se tu existe
Ou se tu é deus
Ambos são um só?
Ou és apenas pó?
Com essa severidade pouco sagaz
Me sinto só.
E nessas horas o tempo não existe
Não resiste.
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