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terça-feira, 25 de junho de 2013

Lágrimas.

Choro e rio
Chorei tanto que fiz um rio
Quem me dera esse rio
Fluísse no tom de uma risada
No entanto, sem graça
Mas não existe nada pior
que não seja
a falta do nó na garganta.
Faz-se triste, faz-se náusea, faz-se uma mistura
Mas não choro.
E no desamparo do escuro
sinto falta.
Sinto falta da bela água salgada
Que desce até minha boca
E toca meus lábios
Que se inspira e transpira
Com o gosto fundo e profundo
Dessa tristeza
Ilesa.

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