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terça-feira, 25 de junho de 2013

Solidão.

A solidão prende-me
Amarra-me
Bate-me
Estupra-me
Enquanto suplico por liberdade
Porque fazes isso?
Sou tua órfã ou sentes prazer de usurpar a quem vier de bom grado
Oferecer-te companhia?
Avisei-lhe a ir à luta; agora arcar-te com as conseqüências da dor
Desse louco corpo mal-amado; bem sofrido.
Ora, mas se ergas corpo mal-amado; maltratado! 
Sobressai e muda o mundo
Teu mundo!
Teu mundo acinzentado farto de rancor 
E mostra para a solidão que tua dor
Não é, nem de longe, maior que teu amor.

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