Total de visualizações de página

quarta-feira, 5 de março de 2014

A Arte e o Sofrimento.

Não quero que o sofrimento suma,
Ou dê no pé e se abrigue em alguma pluma
Quero ele como meu professor dramático de imaginação,
Que me enlouquece e depois se esquece
Da loucura que consumou
Mas já com a obra feita, a obra dita, a obra rabiscada
A criatividade se esvaiu e foi toda machucada.
Mas já dei pinceladas e rabiscadas no meu corte.
Fui forte e a arte virou cicatriz.
E tende a virar sempre.
Quero calma na consciência,
como cenas de sofrimento em um cinema mudo,
E que se contorne no profundo habitat do meu ofício
Se concretiza o impossível de ser feliz.
Se morri ou se vivi por mais daquela hora, não importa.
Corta esse contentamento com a euforia
Que o mal-estar chegou junto da minoria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário