Entre os laços que apertavam suas feridas mais profundas
Ela ria.
Ria, gargalhava, sorria
Subitamente fazendo da cicatriz uma alegria
Mas que menina dura!
E suas mordidas estilhaçadas nas marcas da sua carne
Quem é que cura?
Quem é que vê?
Tenta no obscuro resolver a dor do sangue tão amargo e tão inseguro
Mas menina, com solidão não se resolve nada.
Aprende que todo mundo aprende a amar novamente
Aprenda e se prenda á isso.
Mesmo com suas fases de lua,
a vida continua sendo sua.
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